sexta-feira, 2 de maio de 2014

Anjo da guarda

Ontem um anjo da guarda sussurrou me ao ouvido: luta pelo que amas.

Estou emocionalmente preparado para isso: lutar por ti.

E se morrer na praia?!?
Fonix, eu adoro praia, não há sitio melhor para morrer!!!

Prepara te...

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Boa noite

Dia fantástico o de hoje!

Sol, praia, bons amigos, encontros inesperados, petisco e euforia desportiva.
Foi mesmo, mas mesmo mesmo, bem passado!

Só me faltou não me sentir vazio pela tua ausência...
Faltas tu e que falta me fazes...

Beijo, dorme bem, adoro-te

Dia 1

Ontem foi o dia que comecei a esquecer-te.
Correcção: o dia em que comecei a tentar  esquecer-te.
Não correu lá muito bem...
Eu nunca subestimei  o que sentia por ti, mas subestimei claramente a minha capacidade de sobreviver ao viver sem ti.
Já quis voltar atrás tantas vezes...
Quero voltar atrás!
Quero tentar, mesmo que não dê certo.

Mas quando tentei, vi em ti uma força maior do que a minha para cumprir o voto que acordámos: Viver um sem o outro.
Foi uma decisão a dois.

A minha parte da decisão, deixou de fazer sentido, pelo menos sem primeiro darmos luta, sem tentarmos que dê certo, sem tentarmos descomplicar, não pensar, voltar ao registo inicial da nossa história.
Deixaram de fazer sentido no momento em que cheguei à conclusão que não gosto muito de ti... acho que te amo, sim amor de amar, esse amor mesmo, miuda.
Sei que para ti e para mim, é uma palavra assustadora, parece que nos tornará refens um do outro, que arruinará a nossa liberdade individual.
Mas dizer amo-te não deveria ser uma coisa medonha, caramba!!!, algo anda muito errado quando o sentimento mais nobre do ser humano é uma coisa assustadora!!!

Amo-te! Assim sem rodeios ou pudores!

Não quero saber se te assusta!

Já te tinha dito o que me apaixona em ti.
Tantos pormenores deliciosos... sei que é amor por isso.
Não é nada de gigantesco isolado, é uma soma de magias, tanta coisa em ti que me faz amar-te.
Espero que, se a nossa historia nunca mais se cruzar, tenhas quem te valorize e te veja como eu te vejo.
Que te ame como eu amo.

Já tentei abrir a oportunidade de voltarmos a falar.
Não senti receptividade da tua parte.
Não quero pressionar...
Falaste em confusa, dividida, aliviada.

Sinto que se o fizesse, se lutasse, poderia ser bem sucedido, mas retraiste me... e se não é o melhor para ti?!?!?
As minhas fragilidades de vida, mantêm-se, e se hoje tenho a capacidade de as desvalorizar e descompliquei o que andei a complicar estes ultimos tempos, e a me auto-condenar, na verdade, para ti continuam iguais...
Não te vou pedir para voltares atrás se não fores tu a ver no que te tenho para oferecer, muito mais do que o que não te posso oferecer.

Na essência, amo-te, sei quem sou e sei que tenho para te dar o que não se compra com dinheiro:
Amor, admiração, paixão.
Tenho a confiança, que por momentos perdi,  no meu valor e sei que não sou só eu que perderei uma pessoa fantástica e maravilhosa com a nossa separação.

Somos fantásticos, nós, ambos os dois ;)

Fiquei fodido com isto tudo, perder-te é a ultima coisa que quero e vou resolver a minha vida, sim.
Pena saber que não te posso prometer um prazo mas tenho a certeza que te consigo fazer sentir estupidamente amada, nestas e noutras circunstâncias.

Adoro-te.

Amanhã será o dia 2, vamos ver como corre.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Mar nos olhos

"Há mulheres que trazem o mar nos olhos, não pela cor, mas pela vastidão da alma

E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos

Ficam para além do tempo

Como se a maré não as levasse da praia onde foram felizes

Há mulheres que trazem o mar nos olhos pela grandeza da imensidão da alma

Pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens 

Há mulheres que são maré em noites de tardes e calma"

Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Life is a Beautiful Sport

Play it!!!


Amor, liberdade e outras coisas

Texto magnifico.
Trocaria a palavra casar por qualquer coisa como "entregar-se", simplesmente "amar", ou outro sinónimo que traduza o conceito de dedicar o coração e a fidelidade a alguém.
Não necessariamente o casar, que não é o tema do dia.

Ser livre, ser mais livre ainda, pertencendo a alguém, será possível?!?

Não me parece que haja uma resposta única, ou um chavão mais certo do que outro.
A liberdade e a necessidade de cada um varia em função do que cada um é, do que viveu e experienciou, do que quer viver e experiênciar.
Depende muito também do outro, da sua forma de possuir e de amar, e, por último, da saúde da relação, da saúde do amor e da saúde da forma de amar.

Não tenho duvidas, no entanto, que podemos cair no oposto, no sermos escravos da nossa liberdade, da nossa obsessão por a ter e do medo de a perder.

Ser livre, libertar-se, pertencendo a alguém, por Miguel Esteves Cardoso, um caso de sucesso do "amor libertador":

"Casar por amor

Quando eu pensava que não podia ser mais feliz, manhã após manhã era mais, mas só um bocadinho mais do que o máximo humanamente possível; pensava eu ser absolutamente impossível que eu fosse, de repente, muito mais feliz, do que a própria felicidade até.

Mas, de repente, fui.
Muito mais.

Casei com o meu amor e o meu amor tornou-se a minha mulher, minha em tudo, para tudo, para sempre.
E eu, finalmente, consegui divorciar-me de mim e deixar de ser tão triste e aborrecidamente meu, trocando-me, no melhor negócio do século, por ela.
Ela ficou minha.
Eu fiquei dela.
É ou não é estranho e lindo e bem pensado por Deus Nosso Senhor que ambos pensemos que nos livrámos de boa e ficámos a ganhar? É.

É sim.
A minha mulher é mais minha do que eu alguma vez fui meu — e eu antes não podia ter sido mais para mim, felizmente.
Por ter tudo agora para lhe dar. Que alívio.
Nunca mais me quero ver na vida.
A não ser aos olhos dela, onde sou muito bem visto — talvez o maior homem que já viveu, logo a seguir ao pai dela, claro.
É um milagre como melhorei tanto.
E paradoxalmente sem deixar de ser eu por causa disso.
Ou mesmo que deixasse, com tal amor não tinha saudades nenhumas.

Sou em termos estritamente matemáticos, amorosos e integrais, tanto mais dela como o todo absoluto que ela é e me deu.
Afinal o casamento é a maior ajuda que se pode receber.
Passa-se a pertencer. E, em troca, passa-se a possuir.
A pertencer e a possuir mesmo.
Fica-se, por troca, sossegadamente apropriado e violentamente proprietário.

Não me venham com modernismos de meia-tijela, liberalices sem fundamento humano, tretas de quem não ama, de quem não aspira ser de outro, amado, que nos ama.
Casar é trocar.
Casar é trocar a liberdade podre, que é a de cada um, pela posse rica, que é a de quem se quer.
E casando se passa a ter, absolutamente, por vontade de quem se dá e de quem recebe.

Casando por amor prescinde-se do nosso pior inimigo (nós próprios), entregando-o a quem sabe e gosta de aproveitá-lo, abusá-lo, tirar o maior prazer dele.
E recebe-se quem mais queremos, para dela fazermos o que queremos, que é tudo."