Ontem um anjo da guarda sussurrou me ao ouvido: luta pelo que amas.
Estou emocionalmente preparado para isso: lutar por ti.
E se morrer na praia?!?
Fonix, eu adoro praia, não há sitio melhor para morrer!!!
Prepara te...
Ontem um anjo da guarda sussurrou me ao ouvido: luta pelo que amas.
Estou emocionalmente preparado para isso: lutar por ti.
E se morrer na praia?!?
Fonix, eu adoro praia, não há sitio melhor para morrer!!!
Prepara te...
Ontem foi o dia que comecei a esquecer-te.
Correcção: o dia em que comecei a tentar esquecer-te.
Não correu lá muito bem...
Eu nunca subestimei o que sentia por ti, mas subestimei claramente a minha capacidade de sobreviver ao viver sem ti.
Já quis voltar atrás tantas vezes...
Quero voltar atrás!
Quero tentar, mesmo que não dê certo.
Mas quando tentei, vi em ti uma força maior do que a minha para cumprir o voto que acordámos: Viver um sem o outro.
Foi uma decisão a dois.
A minha parte da decisão, deixou de fazer sentido, pelo menos sem primeiro darmos luta, sem tentarmos que dê certo, sem tentarmos descomplicar, não pensar, voltar ao registo inicial da nossa história.
Deixaram de fazer sentido no momento em que cheguei à conclusão que não gosto muito de ti... acho que te amo, sim amor de amar, esse amor mesmo, miuda.
Sei que para ti e para mim, é uma palavra assustadora, parece que nos tornará refens um do outro, que arruinará a nossa liberdade individual.
Mas dizer amo-te não deveria ser uma coisa medonha, caramba!!!, algo anda muito errado quando o sentimento mais nobre do ser humano é uma coisa assustadora!!!
Amo-te! Assim sem rodeios ou pudores!
Não quero saber se te assusta!
Já te tinha dito o que me apaixona em ti.
Tantos pormenores deliciosos... sei que é amor por isso.
Não é nada de gigantesco isolado, é uma soma de magias, tanta coisa em ti que me faz amar-te.
Espero que, se a nossa historia nunca mais se cruzar, tenhas quem te valorize e te veja como eu te vejo.
Que te ame como eu amo.
Já tentei abrir a oportunidade de voltarmos a falar.
Não senti receptividade da tua parte.
Não quero pressionar...
Falaste em confusa, dividida, aliviada.
Sinto que se o fizesse, se lutasse, poderia ser bem sucedido, mas retraiste me... e se não é o melhor para ti?!?!?
As minhas fragilidades de vida, mantêm-se, e se hoje tenho a capacidade de as desvalorizar e descompliquei o que andei a complicar estes ultimos tempos, e a me auto-condenar, na verdade, para ti continuam iguais...
Não te vou pedir para voltares atrás se não fores tu a ver no que te tenho para oferecer, muito mais do que o que não te posso oferecer.
Na essência, amo-te, sei quem sou e sei que tenho para te dar o que não se compra com dinheiro:
Amor, admiração, paixão.
Tenho a confiança, que por momentos perdi, no meu valor e sei que não sou só eu que perderei uma pessoa fantástica e maravilhosa com a nossa separação.
Somos fantásticos, nós, ambos os dois ;)
Fiquei fodido com isto tudo, perder-te é a ultima coisa que quero e vou resolver a minha vida, sim.
Pena saber que não te posso prometer um prazo mas tenho a certeza que te consigo fazer sentir estupidamente amada, nestas e noutras circunstâncias.
Adoro-te.
Amanhã será o dia 2, vamos ver como corre.
"Há mulheres que trazem o mar nos olhos, não pela cor, mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré não as levasse da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos pela grandeza da imensidão da alma
Pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens
Há mulheres que são maré em noites de tardes e calma"
Sophia de Mello Breyner Andresen